terça-feira, 16 de março de 2010

MEUS CAMINHOS

OS CAMINHOS DE BELINHO
Lindos são os caminhos de Belinho
Que dividem os campos floridos
Como também os lares de amor.
Quando por eles passamos devagarinho
Avivam-se os nossos sentidos
Para sentirem o perfume das flores.

Hoje caminhos encalcetados
Que mais parecem avenidas
A delìcia dos carros sem carrinhos !
Hoje jà não ladeados por silvados
Até se fazem loucas corridas
Até perder sonhos e filhinhos.

Mais lindas seriam estas vias
Se houvera calma e iducação
Tendo com todos muito respeito.
Viajar sériamente todos os dias
Nunca a velocidades de competição
Onde hà alguns com esse defeito.

Nem todos podem ser professores
Parabéns a quem o pode ser
Pela coragem ou meios financeiros.
Todos temos os nossos valores
Para pela verdade saber viver
Mesmo os que dizem ser jornaleiros !

Respeitar com franqueza e atitude
O melhor que cada um sabe
A màxima perfeiço não vem da terra !
Ensinar o bom exemplo à juventude
O amor e o respeito é a chave
Para não abrir as portas da guerra !

Estes são pequenos ditos meus
A força da idade também me ensinou
Porque bons professores encontrei.
Aprendi com quem jà foi para Deus
Estou hoje feliz por ser como sou
Viver com todos alegre eu poderei !
a 15/01/2004
A minha aldeia é um jardim do Minho
Como um canteiro florido e natural
Que apetece visitar todos os dias.
A cada esquina de um caminho
Vemos sempre um roseiral
Onde hà sempre "rosas e marias" !

Ela é também um jardim de pão
À custa de seu pôvo corajoso
Que lida a terra para a semente.
Com abilidade em cada estação
O "Belinhense" honesto e laborioso
Faz provar como é a lusa-gente.

Todos somos filhos de Maria
Eu até sou filho de uma rosa
Que um belo lìrio esposou.
Assim é o ser humano dia a dia
Vivendo a vida justa e amorosa
Para louvar quem tanto o amou.

O pôvo de Belinho é gente de guerra
Que se defende na terra por amor
Procurando respeitar a natureza
Aquela com quem eles vivem tanto.
Vê-los desde o verão à primavera
A lutar com alma e vigor
Para que esta jòia portuguesa
Seja rica e com muito encanto.

Caminhos tapeados de pedrinhas
Onde cada uma tem uma història
calcadas por tão boa gente !
Por elas recordamos alminhas
Até rezamos por sua memòria
Ainda o seu terno amor se sente!
feito a 16/01/2004










A MINHA TERRA

A MINHA TERRA
A bela planìcia da nossa freguesia
Foi sempre um jardim de pão
Sempre que o pôvo no seu dia a dia
Semeia e planta com dedicação.
Ontem sem màquinas artisanais
Tudo manualmente se fazia
Ajudados pelos domésticos animais
A vida no campo era uma romaria !

Ouviam-se os cantares populares
Que o vento fazia écoar
Era por amor aos seus lares
A tal vida do pobre a cantar !
Ver aqueles milheirais em flor
Sachados por homens corpulentos
A freguesia assim mudava de côr
Em cada dia seus novos eventos.

O som das enxadas a cavar
Distraì-am o apetite do trabalhador
Sem empedir a vontade de conversar
Para aprender as anedotas de cor !
Quando os engenhos tilintavam
Como a tocar salmos de devoção
Pela àgua que os milheirais amavam
Para o lavrador ter do bom pão !

Quando vinham as ceifas das searas
Quase sempre feitas demanhã cedinho
Para proteger as tantas lindas caras
Das queimaduras do sol quentinho !
Eram depois as desfolhadas
À luz da candeia e do luar
Devez enquando entre duas cestadas
Uma espiga de côr incitava a abraçar !

A faina a seguir continuava
Com o malhar das espigas loiradas
Que à força de mangalada
Era depois repartido em eiradas.
Assim se faziam jornada a jornada
Muitas vezes as pessoas cansadas
Quase dia e noite que grande fada
Era o trabalho das gentes honradas !

Que de poesias a nossa terra tem
Com tanta iducação e com cultura
Onde tudo se fazia por bem
Ensinando como a vida por vezes é dura.
Assim foi para tanto pai e mãe
Entre alegrias e dores à mistura
Por amor à vida e aos seus também.

Belinho ontem terra de pão e sustento
Grangeado com carinho e amor puro
Hoje por muitos é jà esquecimento
Mas o pão da vida não é mais seguro !
feito a 14/01/2004