domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mais Belinho

BELINHO
Minha terra meu cantinho
Bem ordenado à beira-mar
Abençoado pela Virgem Maria.
Ès um tesouro do Minho
Com um magestoso altar
Onde rezamos à Senhora da Guia.

Minha terra minha saudade
Tantos filhos deste ao Mundo
Ele que hoje vos aprecia !
Os homens levaram a honestidade
Com um desejo bem profundo
De repartir no seu dia a dia.

Minha terra és minha mãe
Minha pàtria te escolheu
Guardas a verdade do passado.
Ensinaste-nos tudo por bem
A fé para escolher o Céu
No caminho mais indicado.
Minha terra és fonte de amor
Também um seleiro de amizades
Semeadas para darem raìzes.
Conservarê-mos tão alto valor
Alimentando as tuas verdades
Para todos viverem unidos e felizes !
feito a 22/07/2000
MINHA ALDEIA
São belos os teu campos
Separados por caminhos e carreiros
Eles são autênticos seleiros
De esperança e ternura.
Por aì passaram outros caminhantes
Como profissionais jardineiros
Faziam de cavadores e de ceifeiros
Amigos da terra numa faina dura.

Também por aì fui formado
Pelos mesmos campos caminhei
Com a dita de ter encontrado
Tão bons frutos que eu não semiei.
Esses frutos vinham de meus pais
Com quem aprendi a cultivar
Para semiar un dia no meu lar
Muitos hoje mas não demais
01/10/1994

BELINHO

Belinho a minha caravela
Atracada á beira-mar
Nossa Senhora da Guia dentro dela
Com S.Pedro a patronar.
Cada seu lar é uma estrela
Para a todos nos indicar
Que a natureza é mais bela
Quando o amor se faz respeitar.

Tem dois mastros dominantes
São o Castro e o Monte da Guia
Ambos um orgulho dos habitantes
Que os contemplam dia a dia.
Há muitos outros navegantes
Saudosos de encontrar esta estadia
São eles mênos emigrantes
No regresso a esta linda freguesia.

Navega minha caravela navega
Conduz o teu pôvo com segurança
Tem sido exemplar a tua entrega
Para manter o carinho e a esperança.
Conserva Belinho esta beleza
Ela será sempre uma herança
Para que esta tua realeza
Seja sempre um porto de bonança.
a 29/12/2003
Sentado ao pé do mar
Fixei o meu curioso olhar
Para ver o Monte da Guia.
Então lembrei-me de Maria
Pedindo-lhes para abençoar
Os homens nos campos a trabalhar.

Entre o Monte da Guia eo mar
Até podemos nós imaginar
O nascer do dia até ao sol pôr.
Como contagem do terno labor
Ao ganhar o pão para cada lar
Repartido depois, de graças dar.

Era grande a minha felicidade
Poder meditar nessa verdade
Que meus pais me ensinaram.
Também eles para mim trabalharam
Agora que estão na eternidade
Eu aqui descanso, com saudade.

Entre o mar imenso e o monte
Alguns campos ainda são a fonte
Do alimento das nossas gentes.
Ver o cuidado ao lançar as sementes
Com mêdo que ventos do horizonte
As atirem, sabe-se lá para onde.

Como era bom ali estar
Meditando juntinho do mar
Pensei dizer á Virgem Maria.
Ó Divina Mãe neste belo dia
Dignai-vos a Deus Pai suplicar
Para que haja pão em cada lar.
02/09/2004
BELINHO
Belinho meu cantinho
Fonte da minha vida
Jardim da minha infância
Onde uma rosa me acariciou.
Ai aprendi o caminho
Com iducaçâo escolhida
Por vezes com arrogância
No sentido de pouco errar.

Num lar de fidelidade
Sempre senti ser amado
Para aprender a amar
E ter confiança e alegria.
Com obediência e vontade
Para o mundo fui lançado
Formei o meu santo lar
Para ser feliz dia a dia.

Embora longe de Belinho
Continuei sempre presente
Com a saudade no coraçâo
E a recordaçâo da minha terra.
E entâo como de mansinho
Tantas vezes sigo em frente
Esperando uma ocasiâo
Para regressar numa primavera.

Cada dia é um passo na vida
Que significa ir mais além
Nunca seguros da certeza.
Procura-se a via preferida
A pensar escolher bem
Com humildade e franqueza.

Trabalhar foi sempre importante
Trabalhar para poder ter pão
Enquanto cuida da saùde.
Muito mais quando se é emigrante
Mas com saudades no coração
Guardando coragem e virtude.

Belinho por ti sou poeta
Tu me inspiras a poesia
Procuro sempre a palavra correcta
Para te saudar noite e dia
Quando a saudade me afecta.

Se o homem procura ser natural
Tudo tem uma outra beleza
Ser homem do pôvo sem mal
È viver na vida com realeza
Amando tudo e todos em geral.

De tudo un pouco por toda a parte
Un pouco de tudo para fazer o mundo
O mal e o bem também se reparte
Mas é bem melhor viver a fundo
Com quem tem geito e tem arte.
15/11/2004

sábado, 6 de fevereiro de 2010

DOIS CENTENÀRIOS

OS CENTENARISTAS
Os meus bons dias amigos
Dois nossos centenaristas
Dois fiéis irmãos, uns artistas
Que dão honra aos seus e a Belinho!

Duzentos e tais anos de caminho
Sempre com uma franca postura
Sem duvidar dos seus destinos
Mesmo em momentos de amargura.

Coragem e paciência exemplares
Atentos e prontos para acolher
Sem exigirem altos patamares
Apenas respeito pelo seu viver.

Hoje é grande a sua popularidade
Que eles bem souberam preparar
Homens de diàlogo e de verdade
Sua humildade souberam conservar.

Deixai-nos contemplar mais um pouco
Aprender em vòs a ter paciência
Contrariando este mundo louco
Sem clemência, sem tempo p'ra dar!

Cantemos um hino à vida
A estes gigantes do presente
Que ainda à moda antiga
Nos falam de tão boa gente.
Que seu exemplo seja influente
Ou lição por todos compreendida!
02/02/2010

O TIO ZÈ DA AGRA

UM CENTO DE ANOS
È este o Zé da Agra
Que o povo de Belinho nomeou
Ele um "Monarca" também
O segundo da mesma dinastia!
Dois irmãos dois guerreiros
Que entre o monte e o mar
Marcaram a nossa història
E dà honra à nossa freguesia.

Um duo de homens a sério
Que viram vàrias gerações
Cruzarem seus caminhos
Muitos amigos de boa gente!
Hoje merecem esta glòria
Assim por todos apludidos
Eles com outras condições
Souberam a tudo fazer frente.

Os campos e as suas searas
Sabiam eles bem as ordenar
Em cada época e a cada maré
Com lindas colheitas reais.
Formados para saber iducar
Empregaram sempre a sua fé
Para seguirem as tradições
Vindas dos tempos de seus pais.

Um prazer conhecer homens tais
E ter esta dita de os seguir
Com esta felicidade da vida
A dar esperança aos que hão-de vir.
02/02/2010

HISTÒRIA DO MONARCA

Um resumo do que foi a vida do Senhor
Manuel Fernandes Gomes, que festejou o seu centenàrio a 5 de Abril de 2008
Nasceu a 5 de Abril de 1908 na freguesia de Belinho. Era filho de, Manuel Fernandes Gomes e de Maria
Gonçalves Bedulho. Frequentou a escola até à terceira classe acabando por deixar os estudos para ajudar os seus pais na agricultura, a fonte de rendimentos
para sustentar a famìlia, Deslocavam-se a pé para ir fazer as feiras. Levavam para vender; melancias e verduras.
As feiras que frequentavam era, Vila do Conde Barroselas, Esposende e Viana. Mas também nas festas das aldeias vizinhas.
Com o nascimento de seus irmãos torna-se mais difìcil o sustento da famìlia. Nessa altura até se dividia uma sardinha
Para três ! Apanhavam-se as migalhas do que caìam da mesa ao chão e as beijàva-mos antes de as comer-mos!
Quando não havia farinha necessària para fazer o pão era deitada no caldo para que o alimento chegasse para todos.
Seu pai foi como que obrigado a emigrar para a Argentina vindo a falecer quando andavam a amassar o barro, um cavalo
Lhe dera uma patada. Então depois como filho mais velho, passou a ser o o amparo da famìlia, ficando livre de fazer o ser-
Viço militar para amparar a famìlia.
Casou aos 32 anos com Rosa Gonçalves da Torre Deste casamento viria a nascer um ûnico filho um ano depois.
Foram viver para uns cobertos da casa dos seus avòs, ao lado do terreno onde mais tarde vieram a construir a sua casa.
No seu inìcio da vida a dois traziam os produtos destinados às feiras à cabeça e descalços. Mais tarde começaram por
Comprar uma cabeça de gado para ser ajuda do transporte de mercadorias, vindo mais à frente a comprar uma junta de
Bois. Foi um homem que sempre se procoupou em ajudar os mais pobres, sempre que lhe pediam; desde ser um dos mata-
dores de porcos, ou ajudar nas lavradas com os seus touros. Davam-lhe como recompensa do seu trabalho, alguma carne do
Porco que matava, ou então ajuda manual nos seus trabalhos, mas sem ele nunca pedir nada.
Uma vez aconteceu de estarem 20 pessoas a ajudà-lo, sem que ele lhes tivesse pedido. Com o esforço do seu trabalho veio a
construir a sua casa onde ainda hoje mora. Procurou sempre dar o seu melhor, sendo honesto e respeitador. Na sua intenção
as palavras valiam mais do que o dinheiro que ele tinha! Assim foi sempre uma pessoa muito querida e respeitada por toda a
freguesia. Orgulha-se de pertencer a esta freguesia e ter os amigos que tem. È com muito orgulho e alegria que agradece a todos aqueles
que colabora com a sua felicidade.

MONARCA MANUEL

MANUEL CARAMALHO
Nosso bravo guerreiro
Sem nunca fazer guerra
Nem atropelar ninguém.
Desde o seu cantinho do Outeiro
Entre o Outono e a Primavera
As sementeiras conhece bem.

Conhecedor das boas marés
Para o mar tirava tempo
Para dele tirar proveito.
Molhado da cabeça aos pés
Por vezes com chuva e vento
Caçava os polvos a jeito.

No monte conhecia os segredos
Entre baldios e "castros"
Ou por encostas inclinadas.
A dura faina não lhe fazia medo
Fosse levar o gado aos pastos
Ou para fazer as roçadas.

Homem do monte, terra e mar
De tudo soube fazer na vida
Emprestando o seu saber.
Bons exemplos sabe dar
Digno de uma família querida
Um cumpridor do seu dever.

Notável pastor da vida social
Mensageiro da fé e da amizade
Oferecida ao cruzar os caminhos.
Monarca, é apelido de grandeza
Para aclamar os valores morais
Dos grandes homens de Belinho.

Bom dia homem da terra e do mar
Grande vitalizador sério e natural
Com uma vida longa e pura.
Jardineiro amoroso dos campos
No modo de ordenar os milheirais
Que Nosso Senhor amadura.

Com as cem velas iluminadas
Para reler o lindo passado
Da tua vitalícia dinastia.
Uma vida tão bem clarificada
A seguir nos tempos futuros
Que o mundo novo já aprecia.

A freguesia inteira te cantou
Agradecendo o teu amor à vida
Com lições simples da natureza.
Autêntico livro de poesia
A relatar a tua bela geração
Que deu á verdade, mais certeza.

Tantas histórias contadas
Muitos conselhos formulados
Citados com respeito e pudor.
Algumas escutei com atenção
Das "mocidades" com meu pai
E com outros companheiros de valor.

Notável pastor da vida social
Mensageiro da fé e da amizade
Oferecida ao cruzar os caminhos.
Monarca, é apelido de grandeza
Para aclamar os valores morais