| Belinho a minha caravela |
| Atracada á beira-mar |
| Nossa Senhora da Guia dentro dela |
| Com S.Pedro a patronar. |
| Cada seu lar é uma estrela |
| Para a todos nos indicar |
| Que a natureza é mais bela |
| Quando o amor se faz respeitar. |
| Tem dois mastros dominantes |
| São o Castro e o Monte da Guia |
| Ambos um orgulho dos habitantes |
| Que os contemplam dia a dia. |
| Há muitos outros navegantes |
| Saudosos de encontrar esta estadia |
| São eles mênos emigrantes |
| No regresso a esta linda freguesia. |
| Navega minha caravela navega |
| Conduz o teu pôvo com segurança |
| Tem sido exemplar a tua entrega |
| Para manter o carinho e a esperança. |
| Conserva Belinho esta beleza |
| Ela será sempre uma herança |
| Para que esta tua realeza |
| Seja sempre um porto de bonança. |
| a 29/12/2003 |
| Sentado ao pé do mar |
| Fixei o meu curioso olhar |
| Para ver o Monte da Guia. |
| Então lembrei-me de Maria |
| Pedindo-lhes para abençoar |
| Os homens nos campos a trabalhar. |
| Entre o Monte da Guia eo mar |
| Até podemos nós imaginar |
| O nascer do dia até ao sol pôr. |
| Como contagem do terno labor |
| Ao ganhar o pão para cada lar |
| Repartido depois, de graças dar. |
| Era grande a minha felicidade |
| Poder meditar nessa verdade |
| Que meus pais me ensinaram. |
| Também eles para mim trabalharam |
| Agora que estão na eternidade |
| Eu aqui descanso, com saudade. |
| Entre o mar imenso e o monte |
| Alguns campos ainda são a fonte |
| Do alimento das nossas gentes. |
| Ver o cuidado ao lançar as sementes |
| Com mêdo que ventos do horizonte |
| As atirem, sabe-se lá para onde. |
| Como era bom ali estar |
| Meditando juntinho do mar |
| Pensei dizer á Virgem Maria. |
| Ó Divina Mãe neste belo dia |
| Dignai-vos a Deus Pai suplicar |
| Para que haja pão em cada lar. |
| 02/09/2004 |
| BELINHO |
| Belinho meu cantinho |
| Fonte da minha vida |
| Jardim da minha infância |
| Onde uma rosa me acariciou. |
| Ai aprendi o caminho |
| Com iducaçâo escolhida |
| Por vezes com arrogância |
| No sentido de pouco errar. |
| Num lar de fidelidade |
| Sempre senti ser amado |
| Para aprender a amar |
| E ter confiança e alegria. |
| Com obediência e vontade |
| Para o mundo fui lançado |
| Formei o meu santo lar |
| Para ser feliz dia a dia. |
| Embora longe de Belinho |
| Continuei sempre presente |
| Com a saudade no coraçâo |
| E a recordaçâo da minha terra. |
| E entâo como de mansinho |
| Tantas vezes sigo em frente |
| Esperando uma ocasiâo |
| Para regressar numa primavera. |
| Cada dia é um passo na vida |
| Que significa ir mais além |
| Nunca seguros da certeza. |
| Procura-se a via preferida |
| A pensar escolher bem |
| Com humildade e franqueza. |
| Trabalhar foi sempre importante |
| Trabalhar para poder ter pão |
| Enquanto cuida da saùde. |
| Muito mais quando se é emigrante |
| Mas com saudades no coração |
| Guardando coragem e virtude. |
| Belinho por ti sou poeta |
| Tu me inspiras a poesia |
| Procuro sempre a palavra correcta |
| Para te saudar noite e dia |
| Quando a saudade me afecta. |
| Se o homem procura ser natural |
| Tudo tem uma outra beleza |
| Ser homem do pôvo sem mal |
| È viver na vida com realeza |
| Amando tudo e todos em geral. |
| De tudo un pouco por toda a parte |
| Un pouco de tudo para fazer o mundo |
| O mal e o bem também se reparte |
| Mas é bem melhor viver a fundo |
| Com quem tem geito e tem arte. |
| 15/11/2004 |
domingo, 28 de fevereiro de 2010
BELINHO
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