domingo, 28 de fevereiro de 2010

BELINHO

Belinho a minha caravela
Atracada á beira-mar
Nossa Senhora da Guia dentro dela
Com S.Pedro a patronar.
Cada seu lar é uma estrela
Para a todos nos indicar
Que a natureza é mais bela
Quando o amor se faz respeitar.

Tem dois mastros dominantes
São o Castro e o Monte da Guia
Ambos um orgulho dos habitantes
Que os contemplam dia a dia.
Há muitos outros navegantes
Saudosos de encontrar esta estadia
São eles mênos emigrantes
No regresso a esta linda freguesia.

Navega minha caravela navega
Conduz o teu pôvo com segurança
Tem sido exemplar a tua entrega
Para manter o carinho e a esperança.
Conserva Belinho esta beleza
Ela será sempre uma herança
Para que esta tua realeza
Seja sempre um porto de bonança.
a 29/12/2003
Sentado ao pé do mar
Fixei o meu curioso olhar
Para ver o Monte da Guia.
Então lembrei-me de Maria
Pedindo-lhes para abençoar
Os homens nos campos a trabalhar.

Entre o Monte da Guia eo mar
Até podemos nós imaginar
O nascer do dia até ao sol pôr.
Como contagem do terno labor
Ao ganhar o pão para cada lar
Repartido depois, de graças dar.

Era grande a minha felicidade
Poder meditar nessa verdade
Que meus pais me ensinaram.
Também eles para mim trabalharam
Agora que estão na eternidade
Eu aqui descanso, com saudade.

Entre o mar imenso e o monte
Alguns campos ainda são a fonte
Do alimento das nossas gentes.
Ver o cuidado ao lançar as sementes
Com mêdo que ventos do horizonte
As atirem, sabe-se lá para onde.

Como era bom ali estar
Meditando juntinho do mar
Pensei dizer á Virgem Maria.
Ó Divina Mãe neste belo dia
Dignai-vos a Deus Pai suplicar
Para que haja pão em cada lar.
02/09/2004
BELINHO
Belinho meu cantinho
Fonte da minha vida
Jardim da minha infância
Onde uma rosa me acariciou.
Ai aprendi o caminho
Com iducaçâo escolhida
Por vezes com arrogância
No sentido de pouco errar.

Num lar de fidelidade
Sempre senti ser amado
Para aprender a amar
E ter confiança e alegria.
Com obediência e vontade
Para o mundo fui lançado
Formei o meu santo lar
Para ser feliz dia a dia.

Embora longe de Belinho
Continuei sempre presente
Com a saudade no coraçâo
E a recordaçâo da minha terra.
E entâo como de mansinho
Tantas vezes sigo em frente
Esperando uma ocasiâo
Para regressar numa primavera.

Cada dia é um passo na vida
Que significa ir mais além
Nunca seguros da certeza.
Procura-se a via preferida
A pensar escolher bem
Com humildade e franqueza.

Trabalhar foi sempre importante
Trabalhar para poder ter pão
Enquanto cuida da saùde.
Muito mais quando se é emigrante
Mas com saudades no coração
Guardando coragem e virtude.

Belinho por ti sou poeta
Tu me inspiras a poesia
Procuro sempre a palavra correcta
Para te saudar noite e dia
Quando a saudade me afecta.

Se o homem procura ser natural
Tudo tem uma outra beleza
Ser homem do pôvo sem mal
È viver na vida com realeza
Amando tudo e todos em geral.

De tudo un pouco por toda a parte
Un pouco de tudo para fazer o mundo
O mal e o bem também se reparte
Mas é bem melhor viver a fundo
Com quem tem geito e tem arte.
15/11/2004

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