| A MINHA TERRA |
| A bela planìcia da nossa freguesia |
| Foi sempre um jardim de pão |
| Sempre que o pôvo no seu dia a dia |
| Semeia e planta com dedicação. |
| Ontem sem màquinas artisanais |
| Tudo manualmente se fazia |
| Ajudados pelos domésticos animais |
| A vida no campo era uma romaria ! |
| Ouviam-se os cantares populares |
| Que o vento fazia écoar |
| Era por amor aos seus lares |
| A tal vida do pobre a cantar ! |
| Ver aqueles milheirais em flor |
| Sachados por homens corpulentos |
| A freguesia assim mudava de côr |
| Em cada dia seus novos eventos. |
| O som das enxadas a cavar |
| Distraì-am o apetite do trabalhador |
| Sem empedir a vontade de conversar |
| Para aprender as anedotas de cor ! |
| Quando os engenhos tilintavam |
| Como a tocar salmos de devoção |
| Pela àgua que os milheirais amavam |
| Para o lavrador ter do bom pão ! |
| Quando vinham as ceifas das searas |
| Quase sempre feitas demanhã cedinho |
| Para proteger as tantas lindas caras |
| Das queimaduras do sol quentinho ! |
| Eram depois as desfolhadas |
| À luz da candeia e do luar |
| Devez enquando entre duas cestadas |
| Uma espiga de côr incitava a abraçar ! |
| A faina a seguir continuava |
| Com o malhar das espigas loiradas |
| Que à força de mangalada |
| Era depois repartido em eiradas. |
| Assim se faziam jornada a jornada |
| Muitas vezes as pessoas cansadas |
| Quase dia e noite que grande fada |
| Era o trabalho das gentes honradas ! |
| Que de poesias a nossa terra tem |
| Com tanta iducação e com cultura |
| Onde tudo se fazia por bem |
| Ensinando como a vida por vezes é dura. |
| Assim foi para tanto pai e mãe |
| Entre alegrias e dores à mistura |
| Por amor à vida e aos seus também. |
| Belinho ontem terra de pão e sustento |
| Grangeado com carinho e amor puro |
| Hoje por muitos é jà esquecimento |
| Mas o pão da vida não é mais seguro ! |
| feito a 14/01/2004 |
terça-feira, 16 de março de 2010
A MINHA TERRA
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