terça-feira, 16 de março de 2010

A MINHA TERRA

A MINHA TERRA
A bela planìcia da nossa freguesia
Foi sempre um jardim de pão
Sempre que o pôvo no seu dia a dia
Semeia e planta com dedicação.
Ontem sem màquinas artisanais
Tudo manualmente se fazia
Ajudados pelos domésticos animais
A vida no campo era uma romaria !

Ouviam-se os cantares populares
Que o vento fazia écoar
Era por amor aos seus lares
A tal vida do pobre a cantar !
Ver aqueles milheirais em flor
Sachados por homens corpulentos
A freguesia assim mudava de côr
Em cada dia seus novos eventos.

O som das enxadas a cavar
Distraì-am o apetite do trabalhador
Sem empedir a vontade de conversar
Para aprender as anedotas de cor !
Quando os engenhos tilintavam
Como a tocar salmos de devoção
Pela àgua que os milheirais amavam
Para o lavrador ter do bom pão !

Quando vinham as ceifas das searas
Quase sempre feitas demanhã cedinho
Para proteger as tantas lindas caras
Das queimaduras do sol quentinho !
Eram depois as desfolhadas
À luz da candeia e do luar
Devez enquando entre duas cestadas
Uma espiga de côr incitava a abraçar !

A faina a seguir continuava
Com o malhar das espigas loiradas
Que à força de mangalada
Era depois repartido em eiradas.
Assim se faziam jornada a jornada
Muitas vezes as pessoas cansadas
Quase dia e noite que grande fada
Era o trabalho das gentes honradas !

Que de poesias a nossa terra tem
Com tanta iducação e com cultura
Onde tudo se fazia por bem
Ensinando como a vida por vezes é dura.
Assim foi para tanto pai e mãe
Entre alegrias e dores à mistura
Por amor à vida e aos seus também.

Belinho ontem terra de pão e sustento
Grangeado com carinho e amor puro
Hoje por muitos é jà esquecimento
Mas o pão da vida não é mais seguro !
feito a 14/01/2004

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