| CENTENÀRIO |
| Um resumo do que foi a vida do Senhor |
| Manuel Fernandes Gomes, que festejou o seu cente- |
| nàrio a 5 de Abril de 2008. | |
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| Nasceu a 5 de Abril de 1908 na freguesia de Belinho. |
| Era filho de, Manuel Fernandes Gomes e de Maria |
| Gonçalves Bedulho. |
| Frequentou a escola até à terceira classe acabando |
| por deixar os estudos para ajudar os seus pais na |
| agricultura, a fonte de rendimentos da famìlia. |
| Para sustentar a famìlia, deslocavam-se a pé para ir |
| fazer as feiras. Levavam para vender; melancias e ver- |
| duras. As feiras que frequentavam era, Vila do Conde |
| Barroselas, Esposende e Viana. Mas também nas fes- |
| tas das aldeias vizinhas. |
| Com o nascimento de seus irmãos torna-se mais difì- |
| cil o sustento da famìlia. Nessa altura até se dividia |
| uma sardinha para três! Apanhavam-se as migalhas do |
| que caìam da mesa ao chão e as beijàva-mos antes |
| de as comer-mos! |
| Quando não havia farinha necessària para fazer o pão |
| era deitada no caldo para que o alimento chegasse pa- |
| ra todos. Seu pai foi como que obrigado a emigrar para |
| a Argentina, vindo a falecer quando andavam a amas- |
| sar o barro, um cavalo lhe dera uma patada. |
| Então depois como filho mais velho, passou a ser o |
| o amparo da famìlia, ficando livre de fazer o serviço |
| militar para amparar a famìlia. |
| Casou aos 32 anos com Rosa Gonçalves da Torre |
| Deste casamento viria a nascer um ûnico filho um ano |
| depois. Foram viver para uns cobertos da casa dos |
| seus avòs, ao lado do terreno onde mais tarde vieram |
| a construir a sua casa. |
| No seu inìcio da vida a dois traziam os produtos des- |
| tinados às feiras à cabeça e descalços. Mais tarde |
| começaram por comprar uma cabeça de gado para |
| ser ajuda do transporte de mercadorias, vindo mais |
| à frente a comprar uma junta de bois. |
| Foi um homem que sempre se procoupou em ajudar |
| os mais pobres, sempre que lhe pediam; desde ser |
| um dos matadores de porcos, ou ajudar nas lavradas |
| com os seus touros. Davam-lhe como recompensa do |
| seu trabalho, alguma carne do porco que matava, ou |
| davam ajuda manual nos seus trabalhos, mas sem ele |
| nunca pedir nada. Uma vez aconteceu de estarem 20 |
| pessoas a ajudà-lo, sem que ele lhes tivesse pedido. |
| Com o esforço do seu trabalho veio a construir a sua |
| casa onde ainda hoje mora. |
| Procurou sempre dar o seu melhor, sendo honesto e |
| respeitador. Na sua intenção as palavras valiam mais |
| do que o dinheiro que ele tinha! |
| Assim foi sempre uma pessoa muito querida e respei- |
| tada por toda a freguesia. |
| Orgulha-se de pertencer a esta freguesia e ter os ami- |
| gos que tem. |
| È com muito orgulho e alegria que agradece a todos |
| aqueles que colaboraram com a sua felicidade. |
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| 100 ANOS DE VIDA |
| Bom dia homem da terra e do mar |
| Grande vitalizador sério e natural |
| Com uma vida longa e pura. |
| Jardineiro amoroso dos campos |
| No modo de ordenar os milheirais |
| Que Nosso Senhor amadura. |
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| Com as cem velas iluminadas |
| Para reler o lindo passado |
| Da tua vitalícia dinastia. |
| Uma vida tão bem clarificada |
| A seguir nos tempos futuros |
| Que o mundo novo já aprecia. |
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| A freguesia inteira te cantou |
| Agradecendo o teu amor à vida |
| Com lições simples da natureza. |
| Autêntico livro de poesia |
| A relatar a tua bela geração |
| Que deu á verdade, mais certeza. |
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| Tantas histórias contadas |
| Muitos conselhos formulados |
| Citados com respeito e pudor. |
| Algumas escutei com atenção |
| Das "mocidades" com meu pai |
| E com outros companheiros de valor. |
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| Notável pastor da vida social |
| Mensageiro da fé e da amizade |
| Oferecida ao cruzar os caminhos. |
| Monarca, é apelido de grandeza |
| Para aclamar os valores morais |
| Dos grandes homens de Belinho. |
| 20/04/2008 |
| Nosso bravo guerreiro |
| Sem nunca fazer guerra |
| Nem atropelar ninguém. |
| Desde o seu cantinho do Outeiro |
| Entre o Outono e a Primavera |
| As sementeiras conhece bem. |
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| Conhecedor das boas marés |
| Para o mar tirava tempo |
| Para dele tirar proveito. |
| Molhado da cabeça aos pés |
| Por vezes com chuva e vento |
| Caçava os polvos a jeito. |
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| No monte conhecia os segredos |
| Entre baldios e "castros" |
| Ou por encostas inclinadas. |
| A dura faina não lhe fazia medo |
| Fosse levar o gado aos pastos |
| Ou para fazer as roçadas. |
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| Homem do monte, terra e mar |
| De tudo soube fazer na vida |
| Emprestando o seu saber. |
| Bons exemplos sabe dar |
| Digno de uma família querida |
| Um cumpridor do seu dever. |
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